Renovação vital,
Revolução no silêncio.
Enquanto o vento
assopra um blues,
a beleza do esquilo
assustado.
Outono.
Falta voz.
Falta tom.
Falta porque.
Falta faz.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Eutanasia
E o que suave ressoava de tão doce,
em três palavras mudou os fatos.
Deixa.
Deixa.
Sem máquinas não há coração.
Não há dor.
Não há pesar.
Só há luz.
A mesma que cobre a janela
E anuncia outro dia no qual ele se for.
" Lá do alto deve ser bonito."
em três palavras mudou os fatos.
Deixa.
Deixa.
Sem máquinas não há coração.
Não há dor.
Não há pesar.
Só há luz.
A mesma que cobre a janela
E anuncia outro dia no qual ele se for.
" Lá do alto deve ser bonito."
sábado, 10 de outubro de 2009
Jogos Viciantes
Onde estão os chumaços bem destacados da nossa televisão?
E as garrafas vazias de gim e de rum?
A oportunidade não bate duas vezes na mesma porta
E, como no cassino,
A roleta nem sempre ganha.
Por isso, por favor, devolva meus dados que eu também quero...
... Jogar.
E as garrafas vazias de gim e de rum?
A oportunidade não bate duas vezes na mesma porta
E, como no cassino,
A roleta nem sempre ganha.
Por isso, por favor, devolva meus dados que eu também quero...
... Jogar.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Interlúdio de Crases em Pantufas
Minha traição é meu ponto de vista
E como é por ignorância,
Suplico aplausos nos primórdios do meu eu.
Classifico por disjunção de suas reticências
As seis cordas do meu violão,
As páginas viradas e minha xícara de café.
E enquanto diletante,
Caminho sobre seus passos na areia
Tal como brisa leve na maior das pirogêneses.
E como é por ignorância,
Suplico aplausos nos primórdios do meu eu.
Classifico por disjunção de suas reticências
As seis cordas do meu violão,
As páginas viradas e minha xícara de café.
E enquanto diletante,
Caminho sobre seus passos na areia
Tal como brisa leve na maior das pirogêneses.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
"."
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Trova de Hazan e Fanie
Enquanto eu brilho como três vírgula quatro faróis,
Ela ilumina e alucina oito ou nove uns.
E enquanto eu esquento dois ou três cachos,
Ela reflete mil sóis.
Mas quando ela se esconde na minha frente, escurece tudo o que eu via.
E a escuridão que era tão inspiradora e reconfortante,
Se torna sem sentido.
Os lápis e rabiscos viram só grafite desgastado.
A lamparina fraca se apaga e o poeta cinza morre.
E os treze minuto que isso dura, deixa cor desbotada e música sem tom.
Perde a graça, a alegria.
O vazio não preenchido verte em lágrimas.
E o presente de outubro se perde.
Mas uma hora ela aparece e volta a correr,
Sempre onze horas a minha frente.
E o cronômetro da esperança volta a soltar.
" Óh Sol! Poderoso e grandioso como és tu, como fora cair em tal desgraça?
Com tanta Lua fora de anel em Saturno, porque escolheras justo a da Terra? "
E assim continua a estória de Hazan e Fanie, a história de um Sol e de uma Lua.
A história do Sol que se apaixona pela única Lua que não te pertence.
Ela ilumina e alucina oito ou nove uns.
E enquanto eu esquento dois ou três cachos,
Ela reflete mil sóis.
Mas quando ela se esconde na minha frente, escurece tudo o que eu via.
E a escuridão que era tão inspiradora e reconfortante,
Se torna sem sentido.
Os lápis e rabiscos viram só grafite desgastado.
A lamparina fraca se apaga e o poeta cinza morre.
E os treze minuto que isso dura, deixa cor desbotada e música sem tom.
Perde a graça, a alegria.
O vazio não preenchido verte em lágrimas.
E o presente de outubro se perde.
Mas uma hora ela aparece e volta a correr,
Sempre onze horas a minha frente.
E o cronômetro da esperança volta a soltar.
" Óh Sol! Poderoso e grandioso como és tu, como fora cair em tal desgraça?
Com tanta Lua fora de anel em Saturno, porque escolheras justo a da Terra? "
E assim continua a estória de Hazan e Fanie, a história de um Sol e de uma Lua.
A história do Sol que se apaixona pela única Lua que não te pertence.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Acalanto
E dessa vez nem tão cinza,
Mas nem tão inverossímil
Falo de meus amores.
Inconstantes e presentes.
Constantes e nem tão presentes.
Acho que de longe meu assunto predileto.
Entretanto, já nem me importo que não entendam.
Já nem consigo me expressar mais mesmo.
Mas de um tanto assevero:
apesar de contos mil, a aura não fala nem conta.
Ela faz.
E faz bem.
Mas nem tão inverossímil
Falo de meus amores.
Inconstantes e presentes.
Constantes e nem tão presentes.
Acho que de longe meu assunto predileto.
Entretanto, já nem me importo que não entendam.
Já nem consigo me expressar mais mesmo.
Mas de um tanto assevero:
apesar de contos mil, a aura não fala nem conta.
Ela faz.
E faz bem.
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