Parados no topo, no cume, acima de todos.
O supra-sumo da sociedade.
Pôr-do-Sol, dezembro, brisa fria.
Um pouco de vinho num vestido floral e um pouco de gana numa jaqueta de couro.
Beijos, afagos, suspiros e carícias.
Tiraram então o carro da Lua e se inflaram de amor.
E, como num filme antigo ao som de violinos, derramaram lágrimas de suor,
gotas de paixão.
E pararam.
E ela deitou em seu peito...
E assim ficaram por tempo suficiente para que ele sentisse os arfados virarem inspirações normais e ela ouvisse os batimentos dele baixar lentamente.
Quebrando o silêncio, ela disse:
- Te amo, sabia? Ele respondeu:
- Sabia!
E riram.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Sorrisos Meninos
Desvinculando meus elos com o passado,
Desfazendo de planos prematuros.
Sonhos prematuros.
Ligando minh'alma somente a exatamente esse momento.
Nada mais me pertence.
Já não reconheço a intersecção deste comigo mesmo.
Aonde foi que me perdi?
Talvez se por acaso me encontrar,
Acho por perto minha espontaneidade,
Parte dos meus sorrisos e a parte mais preciosa de mim.
Dispenso críticas ou comentários sobre.
Quero somente esse deslize silencioso da caneta sobre o papel,
Esse fluxo de energia em letra.
Não me espanta o bolo irreconhecível e amorfo dentro de mim.
Por algum motivo que nem eu entendo, eu fui parando...
No tempo? Talvez.
Dentro de mim? Possivelmente.
Já é quase um estado mecânico-vegetativo...
Isso implica em menos vontade, menos motivo, menos porques...
Nem empurrar com a barriga, com o tempo, gera algo.
Meu mundo particular, cada vez menor, não deixa, quase nunca, transparecer para o exterior como ele está.
Suas portas de entrada estão bem trancadas e cada vez mais seguras.
As de saída, levam em sua totalidade (ou ao menos nos momentos normais)
Ao lar do ócio e do torpor.
Acaba-se assim, então, o ciclo. Vicioso.
E quando, por fim, ele sufucar?
Queria poder compartilhar isso com alguém.
Mas não sei quem. Não vejo quem.
Por isso valorizo afagos e carinhos. Sorrisos a braços.
Me apego aos novos acolhimentos, aos momentos de atenção e
Aos pequenos sorriso meninos.
Não leve a mal, não quero roubar-te para mim.
Na verdade, quero sim. Mas não roubar-te de alguém.
É só roubar para mim. Mas isso, poucos entendem.
Despeço, ao menos em desejo, do autor dessa carta
E torço, bem fundo no meu âmago que o destinatário a receba.
Que não fisicamente, mas ao menos no fundo do seu coração.
Desfazendo de planos prematuros.
Sonhos prematuros.
Ligando minh'alma somente a exatamente esse momento.
Nada mais me pertence.
Já não reconheço a intersecção deste comigo mesmo.
Aonde foi que me perdi?
Talvez se por acaso me encontrar,
Acho por perto minha espontaneidade,
Parte dos meus sorrisos e a parte mais preciosa de mim.
Dispenso críticas ou comentários sobre.
Quero somente esse deslize silencioso da caneta sobre o papel,
Esse fluxo de energia em letra.
Não me espanta o bolo irreconhecível e amorfo dentro de mim.
Por algum motivo que nem eu entendo, eu fui parando...
No tempo? Talvez.
Dentro de mim? Possivelmente.
Já é quase um estado mecânico-vegetativo...
Isso implica em menos vontade, menos motivo, menos porques...
Nem empurrar com a barriga, com o tempo, gera algo.
Meu mundo particular, cada vez menor, não deixa, quase nunca, transparecer para o exterior como ele está.
Suas portas de entrada estão bem trancadas e cada vez mais seguras.
As de saída, levam em sua totalidade (ou ao menos nos momentos normais)
Ao lar do ócio e do torpor.
Acaba-se assim, então, o ciclo. Vicioso.
E quando, por fim, ele sufucar?
Queria poder compartilhar isso com alguém.
Mas não sei quem. Não vejo quem.
Por isso valorizo afagos e carinhos. Sorrisos a braços.
Me apego aos novos acolhimentos, aos momentos de atenção e
Aos pequenos sorriso meninos.
Não leve a mal, não quero roubar-te para mim.
Na verdade, quero sim. Mas não roubar-te de alguém.
É só roubar para mim. Mas isso, poucos entendem.
Despeço, ao menos em desejo, do autor dessa carta
E torço, bem fundo no meu âmago que o destinatário a receba.
Que não fisicamente, mas ao menos no fundo do seu coração.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Avóhai
Acabou a Marildinha.
Acabaram-se os três beijinhos. Que às vezes eram onze. Pelo menos onze.
As corujas, o papa léguas e os cavalos-marinhos não terão mais tanta graça.
Acabaram os pães de queijo. Muitas vezes servido na cama.
Junto deles se foram os biscoitos de polvilho.
Acabaram-se as "piadinhas separadas especialmente pra você" do Super.
Inclusive aquelas de sogra.
Acabou-se o suco de maracujá e a Coca-cola gelada...
Acabaram-se 'os kinder ovos, os trocadinhos, as xícaras, os shampoos... e todas as lembrancinhas.
E acabou-se o porque juntar pequenas lembrancinhas. Aqueles pequenos bichinhos, sabe?
Acabaram-se os 'chatonildos, os antipáticos, os "que menino feio gente"'.
Acabou-se até mesmo o Tiaguinho.
Não haverá mais pudins em aniversários... Não mais aqueles pudins.
Nem o Chapolin e nem Chaves trarão tantas risadas... Até porque não há mais com quem compartilhá-las.
Não haverá mais ligações, no meio da tarde, convidando-nos para assistir 'Matilda', ou até para observar aquele menino no 2 que é a minha cara.
"Como ele canta bonito, né Henrique? É... Canta bonito mesmo! "
Aqueles filmes do Charles Bronson, aquela foto do David Jansen, o seriado dO Fugitivo, o Julio Iglesias, 'besame mucho'... E tantas outras coisas... Tantas outras... Me lembrarão você. Com uma dor no peito e uma saudade imensurável.
E, toda vez que eu ligar, naquele primeiro número que eu gravei, com repetições de 4s e 5s...
Jamais... Jamais novamente... Eu ouvirei aquele alô tão característico, que nem com todos os aparatos que o português me fornece eu conseguiria digitar.
Mas eu sei muito bem qual é.
Com a permissão de Zé Ramalho e a desculpa pela alteração:
' É o terço de brilhantes nos dedos de minha avó...
óh minha velha e indivisível... Avóhai. "
♥
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
A parte que não me cabe
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Morte Estelar
" Quando a Morte Estelar é invocada, uma das estrelas do céu desaparece.
Toda a sua matéria é convertida em energia, e reunida em um único disparo.
Sem direito a testes para resistir! "
E lá se foi a minha lua.
Curiosamente, eu fui o alvo do disparo.
Mais que isso, também fui o gatilho.
Toda a sua matéria é convertida em energia, e reunida em um único disparo.
Sem direito a testes para resistir! "
E lá se foi a minha lua.
Curiosamente, eu fui o alvo do disparo.
Mais que isso, também fui o gatilho.
domingo, 3 de outubro de 2010
HB
Sabendo de seu estilo brincalhão, achei que era uma brincadeira de mau gosto e até pensei irromper de felicidade ao vê-lo levantar e gargalhar da nossa cara.
Mas não era uma brincadeira de mau gosto.
Nunca foi.
Grande homem.
Mas não era uma brincadeira de mau gosto.
Nunca foi.
Grande homem.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Fazendo as pazes
Tem um tempo que a gente não anda se dando bem.
Falta tempo, sobra tempo, tem tempo.
Deixei você passar longe e nas horas que eram destinadas a você, eu te troquei.
Dos meus hobbies e passatempos que você gosta, só fico na escuta.
Falta toque, vibrações, choques ásperos.
Estou quase lá.
Acho que por fim, é a mesma coisa que você bem sabe dos meus dentes que nos deixou nessa situação.
A cada palavra, me sinto chegando.
Senti falta desse som e da beleza produzida aqui.
Em paralelo, toca o melhor CD de todos os tempos.
Você sabe o que siginifica.
É meu momento do dia preferido. E temido.
Pra entender basta a cara e a coragem. A cor o corpo o coração. Uma canção da banda preferida...
É hora do caramujo.
Como diz o poeta: sonho do caramujo.
Nem me esconder na casca do meu violão eu ando fazendo.
Estou frágil demais pra isso.
Sem palavras.
Esses dias andei precisando muito delas. Não vieram.
Parafraseando: os estragos do dia consomem.
E os dias foram longos. Um leão a cada dia, é o que dizem.
Odeio ver que é assim que posso ser.
Já ando por inércia. Você ando perdendo algumas coisas.
Não reli o que escrevi: com os erros, divirta-se; com o nexo, sei que só você sabe os elos.
Por enquanto é tudo que posso te oferecer.
E só pra te lembrar, faltam pitadas de sal naquelas folhas. Especialmente esses dias, tentei muito.
Cheguei a achar até. Mas não consegui.
Me desculpe por isso. Ou eu que tenho que te desculpar? Importa muito.
Mas me entenda, não por mal. Fique com os cacos.
- Feedback letter for a dying friend
Falta tempo, sobra tempo, tem tempo.
Deixei você passar longe e nas horas que eram destinadas a você, eu te troquei.
Dos meus hobbies e passatempos que você gosta, só fico na escuta.
Falta toque, vibrações, choques ásperos.
Estou quase lá.
Acho que por fim, é a mesma coisa que você bem sabe dos meus dentes que nos deixou nessa situação.
A cada palavra, me sinto chegando.
Senti falta desse som e da beleza produzida aqui.
Em paralelo, toca o melhor CD de todos os tempos.
Você sabe o que siginifica.
É meu momento do dia preferido. E temido.
Pra entender basta a cara e a coragem. A cor o corpo o coração. Uma canção da banda preferida...
É hora do caramujo.
Como diz o poeta: sonho do caramujo.
Nem me esconder na casca do meu violão eu ando fazendo.
Estou frágil demais pra isso.
Sem palavras.
Esses dias andei precisando muito delas. Não vieram.
Parafraseando: os estragos do dia consomem.
E os dias foram longos. Um leão a cada dia, é o que dizem.
Odeio ver que é assim que posso ser.
Já ando por inércia. Você ando perdendo algumas coisas.
Não reli o que escrevi: com os erros, divirta-se; com o nexo, sei que só você sabe os elos.
Por enquanto é tudo que posso te oferecer.
E só pra te lembrar, faltam pitadas de sal naquelas folhas. Especialmente esses dias, tentei muito.
Cheguei a achar até. Mas não consegui.
Me desculpe por isso. Ou eu que tenho que te desculpar? Importa muito.
Mas me entenda, não por mal. Fique com os cacos.
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